Pois é! Existem situações em que temos de empregar um ditado bem conhecido para absorver determinados fatos: o famoso ditado “É melhor rir do que chorar” é empregado no assunto que vou abordar, o naturismo gospel, que é uma prática crescente no meio evangélico.
Ao final deste artigo você decide o que é melhor, apesar de que acredito que o melhor mesmo é procurar saber a vontade de Deus.
O naturismo gospel é assim chamado, por que seus praticantes e defensores afirmam que é uma forma de se aproximar da natureza e consequentemente de Deus.

Para estes cristãos modernos é coisa normal praticar o naturismo, que é visto como uma forma de comunhão com Deus.
Os defensores desta prática argumentam que o nudismo é de Deus e que é algo imanente da natureza. Encaram como se fosse a última revelação dada pelo altíssimo desde os tempos que o evangelista João esteve na ilha de Patmos.
Uma igreja no Estado americano da Virginia o pastor e os congregados celebram os cultos nus. No dia da reportagem algumas pessoas estavam vestidas.
O pastor chegou a uma descoberta que foi mais revolucionária que a descoberta da penicilina, a de que Jesus estava sem roupa nos momentos mais fundamentais de sua vida, tal como o nascimento.
Um frequentador afirma que “não acredita que Deus se importe com a maneira como você se veste quando faz suas orações”. Em seu ponto de vista, o importante é fazer as orações não importa se pelado ou vestido.
05 argumentos a favor do naturismo gospel
Veja o vídeo abaixo que traz os relatos acima, volto logo em seguida para apresentar cinco argumentos dos defensores do naturismo gospel e manifestar a minha opinião.
Voltei. Bem, vamos aos cinco argumentos comumente apresentados pelos naturistas gospel.
1- Deus não atenta para a aparência física
Fato. Não há o que contestar. Há muita gente que declara “Deus só quer o coração!”. Deus não é um cliente no açougue a escolher uma peça de carne.
É verdade que o Senhor não atenta para a aparência física, pois isto seria fazer acepção de pessoas, e isto definitivamente não é o feitio do Senhor, conforme declara o apostolo Tiago.
Mas, neste caso não estamos a falar de aparência física, mas de vestimentas. Um dos participantes do culto menciona que não dá pra saber quem “está desempregado, quem é o encanador e quem é o executivo”.
Oh, hipocrisia! Quer dizer que todos chegaram ao culto andando pelado e com a mão no bolso? (Ultraje a Rigor). Ninguém sabe o mínimo de informação a respeito do outro?
Acredito até que o julgamento das pessoas neste caso vai além das posses. Imagine os comentários que cada família vai fazer após as reuniões.
Alguém vai falar “Viu, Fulana é bonita, mas se veste muito mal”. Os comentários vão ser desta ordem mais ou menos “Viu só benhêêê, Beltrano tem aquele carrão, mas em compensação, o bigulim! É bem bigulim mesmo.”
Na Lei de Moisés foi estabelecido um conjunto de regras para alguém ser elevado ao oficio de sacerdote, o postulante devia ser fisicamente saudável e ter aparência normal. Na ministração ao Senhor havia todo um aparato, rituais e vestimentas que fazia parte da liturgia.
Imagino que nenhum defensor do nudismo gospel vai querer ter como irmão o Kid Bengala. Já imaginou o tanto de comentários durante e após o culto?
2- Eu tenho comunhão com Deus na hora do banho
Eu tenho comunhão com Deus na hora do banho, não posso também adorar a Deus pelado na igreja?
A primeira vestimenta foi confeccionada por Deus para cobrir a Adão e Eva no Éden. O homem foi criado a imagem e semelhança de Deus.
Esta imagem e semelhança não quer dizer corpo físico, em carne e sangue, por que Deus é Espírito, mas semelhança em glória.
Adão espelhou a vida de Deus, foi criado em perfeita saúde e não seria sujeito a morte, caso obedecesse ao Criador.
A imagem de Deus se refere a parte imaterial. A semelhança é mental, moral e social. O homem perdeu tudo isto, por esta razão que os profetas falam da restauração do homem em termos como “vestidos de glória” e vestidos de salvação 2 Cr 6. 41; Is 61. 10; Pv 31. 25; Ec 9. 8
Após a crucificação de Jesus, os discípulos estavam desorientados e descrentes na fé, então foram pescar, ao retornarem viram um homem na praia. Ao saber que o homem era Jesus, Pedro, que estava nu, se vestiu e se jogou na água.
Para quem defende o naturismo gospel esta passagem bíblica é arrebatadora, uma vez, que o evangelho de João retrata a Jesus como a divindade, o oposto do evangelista Lucas que retrata a Jesus na condição humana e Marcos na condição de servo.
Pedro sentiu vergonha de estar nu na presença de Deus.
3- Por que devo esconder meu corpo?
Quem defende o naturismo gospel costuma argumentar “Na hora do banho não podemos falar com Deus porque estamos pelados? O que há de errado em nosso corpo que devemos esconder?” Não é questão de “o que há de errado”, mas questão de saber as circunstâncias e o lugar.
O banheiro tem um caráter intimista, a pessoa sente vivamente a liberdade de expressar os seus sentimentos, sem medo de criticas ou avaliações, uma vez que ela está sozinha, trancada, longe de tudo e de todos.
O campo de nudismo serve a um propósito e fim especifico para aquele fim. Tanto é que muitos deles são privados. A Igreja serve para adoração e comunhão com Deus, parte se do particular para o geral, uma vez que estamos num ambiente coletivo.
4 – Praticar naturismo é uma alternativa de vida
Concordo. Cada um escolhe o caminho e estilo de vida que quer levar. Não concordo é que a Igreja seja profanada com práticas que não encontra respaldo bíblico.
Hoje existe muitos modismos e a todos para dar um ar de aproximação com o evangelho dá se o nome genérico de “Gospel”.
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Não há um Deus Gospel, então não há razão para classificar tudo de Gospel, isto não torna você mais santo e aceito aos olhos de Deus.
Há um Deus que abomina a vaidade, a luxuria e todo sorte de pecado.
Não importa se os classificamos de pequenos ou grandes, aos olhos do Santíssimo todos são graves e merecedores do seu perdão e graça.
5- O naturismo é o estágio original de inocência
Aqui forçou no argumento. As Sagradas Escrituras afirmam que tal coisa não é possível até ser formado o novo homem em Cristo Gl 4. 19.
Enquanto habitantes deste corpo mortal e corruptível podemos apenas ver frações da glória e santidade de Deus (1 Co 15. 51-55).
Após o encontro com o Senhor, teremos corpo incorruptível, restaurados e em semelhantes ao Senhor.
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