Você sabia que um ministério cristão não pode ser comparado a uma monarquia? Claro, eu sei que você sabe, mas assim mesmo vamos discutir esta questão. De princípio, sabemos que é diferente. No Antigo Testamento havia o reinado monárquico, onde reis foram constituídos para reinarem. A regência continuava com seus filhos, netos e gerações futuras.
Roma se tornou a maior potencia do mundo da época, porque conquistou as províncias através da força. E com isso, se criou os “reinos monárquicos” entre os homens. Reinado passando de pai para filho.
Estamos falando de reino. Domínio humano exercido pela força e violência. E poder dominante por gerações posteriores, como os reis Herodes, Faraós e outros. Não deveria ser assim com o ministério cristão.

Na Bíblia não há nenhum mandamento ou ordem de Deus endossando esta prática. O Senhor não outorgou procuração para tais práticas.
Alguns estão esquecendo de que quem dá o ministério aos homens é Deus. E que o Senhor não lida com barganha. É justamente o que alguns estão fazendo. Trocando o sagrado, como se isso fosse normal. E o pior disso é que, vemos alguns se sustentando nesta tese usando exemplos dos reinos do Antigo testamento para se perpetuarem no poder do ministério. Eles, e depois os filhos e os netos.
Na lógica da Nova Aliança, o ministério cristão não tem nada a haver com reinados que perduraram entre gerações de épocas passadas. Alinhar o passado com o presente é falta de conhecimento bíblico, ou desculpas fora da contextualização teológica, para fundamentar sua permanência no poder da igreja.
A organização do ministério cristão

O ministério cristão veio tomar um significado justificado depois de Jesus. No inicio da igreja primitiva ela não tinha formação ministerial. Sua organização, ou a sua eclesiologia veio tomar uma forma organizacional depois de Cristo e dos apóstolos.
Assim mesmo, alguns mantiveram a igreja independente de qualquer organização familiar. Se eximiram de fazer com que ela ficasse nas mãos de dominantes.
Depois da grande Reforma Protestante, com Martinho Lutero, algumas mentes egoístas contaminaram a administração eclesiástica, e se fizeram ou tornaram-se donas da maior instituição do mundo. Deus não aprova tais práticas. A igreja é acima de tudo uma instituição divina, que tem como dono o Senhor Jesus Cristo.
Alguns tomaram para si o que jamais era para acontecer, pois eles só faltam dizer ou verbalizar que a igreja lhes pertence, e que os filhos, os netos é quem devem dar continuidade a obra. Talvez devêssemos lembrá-los do que disse Jesus a Pedro: “Pedro tu me amas? Respondeu Pedro, amo Senhor, então disse Jesus: Apascenta as minhas ovelhas”.
Temas Relacionado:
- O ministério pastoral e suas implicações
- Oratória para pastores e pregadores
- Pregadores que pregam sem respeito ao Ministério
Vivemos dias difíceis, quando homens egoístas têm feito da igreja de Jesus exclusiva propriedade. A igreja não é mais guiada pelo Espírito no conceito de alguns.
Eles são arrogantes e usam o povo como se um dia não fossem prestar contas a Deus pela igreja que foi comprada pelo Sangue de Jesus. Hb 13.17. Jesus é o seu verdadeiro dono, posse inegociável a qualquer instituição humana!
José Roberto de Melo
Pr. José Roberto de Melo é Bacharel em Teologia, Professor, Escritor e Graduado em Direito |
0 Comments