Um homem sem máscara (auto análise)

À noite frente ao espelho, calmamente tiro minha máscara que durante todo dia estivera vestido e miro minha imagem. A realidade é nua e crua, bem diferente do que apresento na sociedade, na imagem vejo uma pessoa mesquinha e pequena. Não me assusto mais com este EU que se revela longe dos olhares, distantes das criticas, afastado dos que comigo convivem.

Quando tiro minha máscara volto a ser o que sempre fui, um ser humano lúcido e tolo, sábio e incoerente, seguro e frágil, enfim paradoxal. Mas sou eu que estou ali frente ao espelho. Não sou o líder, o pastor, o empresário, o homem de sucesso.

Sou apenas eu, um homem sem máscara, despido de seu orgulho, de cara nua. A semelhança de qualquer ser humano, também tenho meus fantasmas. Na solidão construo minha desilusão.

Ao canto meu cachorro me olha silencioso, murmuro uma prece “Senhor, me ajude a ser a quem meu cachorro pensa que eu sou”. Ele me olha de volta, levemente abana o rabo como se estivesse me dizendo “Eu te conheço meu velho!” Numa destas ocasiões estávamos juntos, minha máscara, meu cão e eu. Estava triste, e a morte veio visitar-me, convidando-me a passarmos o final de semana juntos. Pressenti o perigo.

Respondi-lhe que não mais usaria uma máscara, por conta do inusitado convite, mudaria a direção da minha vida, o pessimismo lançaria nas profundezas da indiferença. Seria o mesmo homem dentro e fora de casa. O espelho mostraria a minha imagem real.

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Descobri tardiamente que a vida é um contrato de risco, com clausulas assinadas com sangue, suor e lágrimas. Mas, quem inventa sua história, reescreve seus textos e mostra-se gigante, torna-se vencedor por excelência. Retira a máscara e a enterra no cemitério das desilusões.

Um homem sem máscara (auto análise)

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