Quando a síndrome do galo afeta os pastores

Fazendo uma pesquisa me deparei com o artigo  a síndrome do galo, o qual chamou minha atenção. Comecei a analisar o ponto de vista do autor daquela mensagem, e cheguei a conclusão de que o que vou expor, são verdades incontestáveis. É, eles existem, e há muitos deles por aí. Falo de pastores afetados com a síndrome do galo, arrogantes, se colocando acima de tudo e todos.

A grande verdade nesta questão é que o “galo pensa que o sol só nasce porque ele canta”. Não são poucos os pastores que infelizmente vivem a síndrome do galo. Julgam-se auto-suficientes, pois acham que a igreja só é abençoada se eles estiverem na frente, seja pregando ou ensinando. Conhecemos alguns que até cancelam trabalhos na congregação e criam outros tipos de reuniões só para pregar e ensinar.

O pastor deve ser o guia espiritual do povo de Deus, então entendemos que o povo precisa ouvi-lo, desde que o mesmo tenha as prerrogativas de um mestre. No entanto, não podemos admitir que um cidadão que se diz pastor não preencha tais prerrogativas. Há pastor que nem sequer conhece a Bíblia, o que é lamentável.

Precisamos de homens envolvidos com a Palavra de Deus e cheios do Espírito Santo, pois só dessa forma teremos como edificar cristãos para ter uma vida de vitória diante de Deus. Fomos chamados por Cristo para isso. A Igreja não precisa de pastores que se acham auto-suficientes, e sim, devidamente comprometidos com a causa de Jesus Cristo. Ef 4. 11-13

Eles esquecem de que na sua frente Existe UM DEUS, que Sabe Tudo, e Pode TUDO. E que simplesmente dependemos única e exclusivamente. Jo 15. 5; Jó 42. 2

Moisés e a síndrome do galo

síndrome do galo

Mas, para que fiquemos conscientes dessas verdades, a Bíblia não nos deixa calados diante disso. No livro de Êxodo, há registro de um fato que ocorreu com Moisés, o Legislador do povo de Deus. Sábio, forte em palavras, acreditado diante de Deus e de seu povo, manso, mas homem falho como os demais.

A Bíblia nos afirma que certo dia Moíses reuniu a Congregação de Israel, e desde a manhã até atendia as demandas do povo. Ora, diante disso havia outros que poderiam auxiliá-lo no que tange a administração. Então, eis que surge Jetro, o sogro de Moisés. Jetro repreendeu a Moisés por este estar a fazendo a coisa certa, mas de forma errada. Então o aconselhou para que constituíssem homens capazes para estar diante do povo, repartindo todas as tarefas. Caso houvesse problemas mais difíceis trariam as suas mãos.

O pastor e o relacionamento com os obreiros

Há crise de inter-relacionamento quando pastores ignoram que eles são limitados, e que, dependem também da cooperação e ajuda dos demais. Um pastor que não se dispõe a ouvir um obreiro, como descobrirá ou conhecerá os obreiros que trabalham consigo?

Certa feita estava visitando o nordeste, e fui à Igreja sede em Maceió, onde tive o prazer de ministrar uma Palavra de Deus com a anuência do Pastor José dos Santos – Presidente da Convenção Alagoana. Nesta ocasião pude ouvir o pastor falar para a Igreja que “o grande problema de muitos -pregadores ” é não parar para ouvir outros.

E quando isto ocorre logo remetemos a síndrome do galo que pensa que o sol só nasce porque ele canta. Existem pastores que pensam que a igreja só anda se eles estiverem na frente. Há aqueles que só falta morrerem de cansados, porque nunca tiram férias com a família para descansar.

Tudo porque não confiam em seus obreiros e estão convencidos que são insubstituíveis. Por outro lado, há muitos pastores com visão totalmente diferente, têm visão de “águia e enxergam longe” e são bem sucedidos em seus ministérios porque aprenderam a depender de Deus e reconhecem os seus obreiros aptos para lhes substituírem como assim achar por bem.

O bom exemplo de lider

No ano de 2012 fui a Mato Grosso do Sul, e ao chegar naquela cidade o pastor buscou-me e nos tratou de forma brilhante. Vi naquele homem de Deus muitas qualidades maravilhosas. Juntamente com sua esposa e filhos, eu estava no meio de excelentes pessoas. Mas, o que me chamou a atenção foi a forma de como o pastor tratava a seus obreiros e companheiros. É tanto que, lembrei-me da Rainha de Sabá quando chegou ao reinado de Salomão, e disse ela que viu muito mais do que ouviu alguém contar.

O que quero dizer com isto é que, todos os líderes que sabem e tratam bem o povo adquirem para si o respeito, porque o povo não o ver com a síndrome do galo.

O Mestre Paulo disse: “Quem pensa ser alguma coisa, e não sendo nada, engana-se a si mesmo. Então, concluímos que, por mais capacidade que tenhamos, nunca devemos nos julgar superiores aos demais, pois desta forma é preciso que saibamos que existem pessoas que conhecem mais do que nós.

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E Deus usa a todos, e principalmente aqueles que aprenderam a depender Dele. Deus nos guarde da síndrome do galo. Cristo é o que tem que aparecer, Ele é o sol divino da justiça!

Jose Roberto Melo

Pr. José Roberto de Melo é Bacharel em Teologia, Advogado, Professor, Escritor e Graduado em Direito

Quando a síndrome do galo afeta os pastores

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