Qual a causa física da morte de Jesus?

Já estamos na Semana Santa e lembrando dos eventos bíblicos que ocorreram nessa semana, vamos falar hoje qual foi a causa física da morte de Jesus. Resta-nos então uma próxima e ultima pregação a respeito da Ressurreição de Jesus. A ressurreição de Jesus é a verdade central da fé Cristã.

A Bíblia diz em 1 Coríntios 15. 14-17, que se Cristo não foi ressuscitado, logo é vã a nossa pregação. Texto básico: Mateus 27. Vejamos a provável causa física da morte de Jesus.

Jesus suou sangue (Lc 22. 39-44) – A medicina chama essa raríssima doença de hematidrose, que é causada por um profundo stress, como o medo da morte iminente, ou outra fatalidade muito grande. A hematidrose é acompanhada de dores fortíssimas em todo o corpo. Essa doença pode causar morte instantânea.

A partir desse ponto, Jesus deveria ser levado a uma UTI de um hospital e ficado sobre cuidados médicos assistidos, ele corria risco de morte. Mas essa não foi a causa física que o matou.

Jesus sofreu espancamento (Mc 15. 16-20) – Várias passagens nos mostram que Jesus apanhou dos soldados. Mas essa não foi a causa física que o matou.

Coroa de espinhos (Mt 27. 29-30) – Para entender os efeitos físicos da coroação com espinhos, deve se ter o conhecimento básico da inervação da região da cabeça e estar familiarizado com a condição neurológica chamada neuralgia do trigêmio.

A inervação que permite a percepção de dor na cabeça é feita por ramos de dois nervos principais: o nervo trigêmeo, que supre essencialmente a parte frontal da cabeça, e o grande ramo occipital, que abastece a parte de trás. Se uma dessas zonas é tocada ou atingida, um surto repentino de dor acontece e pode até imobilizar o indivíduo.

causa física da morte de jesus

As dores são descritas como “facadas”, “choques elétricos” ou “golpes com atiçador de carvão”. Durante as dores podem ocorrer espasmos de absoluta agonia.

A neuralgia do trigêmeo é considerada a pior dor que um ser humano pode sofrer. É tão devastadora que se torna insuportável sob qualquer de suas diversas formas. As Escrituras relatam que os soldados passaram por Jesus, tiraram o graveto de suas mãos e deram golpes com ele na coroa de espinhos (Mt 27.30).

É importante notar que a coroa foi feita com o entrelaçamento dos espinhos na forma de um boné. Isso permitiu o contato de uma quantidade enorme de espinhos como o topo da cabeça, a fronte, a parte traseira e as laterais. O sangramento decorria da penetração dos espinhos nos vasos sanguíneos.

A dor podia cessar abruptamente, mas era reiniciada com o menor movimento nas mandíbulas ou golpe de ar. Mas não foi essa a causa física da morte de Jesus.

Jesus foi publicamente humilhado

causa física da morte de jesus

Chicoteado – Jesus foi publicamente chicoteado com um chicote de nove tiras, e isto por 39 vezes. Esse tipo de chicote tinha as tiras de couro carregadas com pedaços de metais dentados ou ossos pesados ao final. Debaixo de uma punição judaica, um açoite deveria ser dado a um prisioneiro em 40 chicotadas, além de ser uma grande humilhação pública para um judeu (Dt 25. 3).

Raramente davam-se 40 chicotadas, porque ser açoitado por 40 vezes poderia ser fatal. Salmo 129. 3 diz: “Passaram o arado em minhas costas e fizeram longos sulcos”. Este é um pequeno quadro daquilo pelo qual Jesus passou. Lemos em Isaías 50:6: “Ofereci minhas costas àqueles que me batiam, meu rosto àqueles que arrancavam a minha barba; não escondi a face da zombaria e dos cuspes”. Mas também não foi essa a causa física da morte de Jesus.

A crucificação – A crucificação era uma punição reservada a escravos rebeldes e aos que se opunham ao domínio romano. As torturas que os condenados sofriam eram enormes. Eram desnudados, flagelados, ofendidos e carregavam a própria cruz. Ficavam suspensos a dois ou três metros do chão. Alguns agonizavam vários dias.

Jesus foi pregado na cruz, que não era dele, era de Barrabas, provavelmente puxaram os braços de Jesus, para que coubessem na cruz. Mas essa não foi a causa física que o matou.

Qual foi a causa física da morte de Jesus?

Apesar dos politraumatismos que Jesus sofreu, uma palavra denuncia que Jesus se entregou à morte: Marcos 15:43. “José de Arimatéia, membro de destaque do Sinédrio, que também esperava o Reino de Deus, dirigiu-se corajosamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos ficou surpreso ao ouvir que ele já tinha morrido. Chamando o centurião, perguntou-lhe se Jesus já tinha morrido. Sendo informado pelo centurião, entregou o corpo a José”.

Vamos ler: Gl 1. 4; 2. 20; Tito 2. 14; João 19. 28-30 e 10. 1- 18. A hematidrose, os açoites, a coroa de espinhos, o chicote, a cruz, a morte, o pecado; nada disso matou Jesus. Ele entregou-se por nós, para nós. Jesus não morreu de causas físicas naturais, pois a morte não podia matar o autor da vida. Qual foi a causa física da morte de Jesus? Nenhuma.

Observação a respeito da morte de Jesus 

Aqui cabe uma observação para não haver mal entendidos. Jesus morreu – primeiro ponto. E Jesus morreu como homem – segundo ponto. Quando digo que Jesus entregou-se à morte, quero dizer que até o momento em que ele disse está consumado, apesar das dores atrozes, que devido aos mais variados traumatismos que ele estava sentindo, ninguém pode dizer exatamente do que Jesus morreu fisicamente.

Provavelmente Jesus sofreu uma parada cardiorrespiratória, devido aos mais variados traumas; foi tudo junto que o matou. Ponto: ele morreu, e como homem, houve uma causa, ou várias causas naturais, mas o que a Bíblia ensina e é então o que afirmo, é que Jesus se entregou à morte, ele se deixou morrer.

Existem os mais variados casos em que se comprova que isso, por mais estranho que possa parecer, é possível. Ouvimos falar de pessoas que esperam a filha, ou filho, vir de viagem, ou chegar à cidade, para que a pessoa possa se despedir e morrer em paz. Nesse caso a pessoa não se entregou à morte, até que vindo o parente, ela deixou-se vencer e morreu.

O contrário também é verídico e comprovado, pessoas que desistiram de viver e se entregaram, deixando-se vencer e morreram, algumas, até jovens. Jesus sempre foi altamente espiritual.

Jesus tinha ciência do seu tempo

Esquecemo-nos das frases ditas por Jesus na cruz. Jesus falou “Sete Palavras” na cruz. Ele sabia que era chegada a sua hora. Sabia também, por revelação do Espírito (não se esqueça ele até aqui está encarnado como um homem completo, portanto facultado às nossas limitações, todas elas) que quando ele bebesse o vinagre, então ele entregaria o seu espírito a Deus e Deus permitiria que ele morresse. O vinagre era o ponto final.

Esse é outro ponto que quando pregamos uma Palavra de meia hora, ou pouco mais, não dá tempo de discorrermos acuradamente, mas ninguém morre, ou vive, se Deus não permitir. Aliás, nada acontece, se não houver permissão de Deus.

O querido irmão Olemar, um dos meus mentores de Bíblia,  um dia me ensinou que todos os homens devem morrer, ou ser retirados dessa vida de alguma forma. Se não for por arrebatamento divino, o que só aconteceu isoladamente com Enoque e Elias. Os homens precisam sair dessa vida de alguma maneira, ou por atropelamento, ou por velhice, ou mortos, ou de alguma maneira permitida por Deus.

A biologia ensina que na idade aproximada de 30 anos as células das pessoas começam a morrer o que fará com que ela faleça, de causas naturais lá pelos seus 70 anos, mais ou menos. Devido ao pecado, desde que o homem nasce, ele já está morrendo.  Antes de prosseguirmos, gostaria que você assistisse o vídeo abaixo, sobre a ciência da crucificação.

A morte é vista como algo natural

Bem, já podemos prosseguir. A morte não é algo tão natural assim como dizem, o que ocorre são muitas mortes, portanto comum no sentido de serem muitas, mas a morte em si não é natural ao homem. O homem criado por Deus, mesmo o homem caído, não foi feito para morrer. Lemos que Deus pôs um limite de vida ao homem, mas não que esse foi criado para a morte.

Aliás, a Bíblia tem a promessa que aquele que crer não verá a morte. Essa promessa está destinada a todos os cristãos, acredite, ou não. A morte não é natural, aliás, é a coisa mais antinatural do mundo. A morte só existe num universo eterno de Deus, devido ao pecado e um dia a morte vai acabar.

O pecado precisa ter um fim e esse fim chama-se morte. Pra Deus, que é quem interessa, a morte não é natural, mas sim julgamento. Ainda assim, que é o que veremos na ultima pregação dessa série, é que ainda assim, existe vida após a morte.

A morte não é o fim da existência humana, mas o fim da oportunidade de salvação que é dada apenas nessa existência. E é interessante, que passamos por essa vida, meio que às cegas, sem saber muito sobre o que nos espera em cada esquina.

A crucificação de Jesus

O momento da crucificação – Trevas durante 3 horas; terremoto; os mortos ressuscitaram dos túmulos; o véu rasgou-se no templo.

Uma impressão errônea – Lucas 23. 39-47 convertido; Mc 15. 32 o injuriavam. A Bíblia nos diz que Jesus foi crucificado no meio de outras duas cruzes, onde haviam dois malfeitores. Um deles deu testemunho de Jesus e recebeu a promessa da salvação, enquanto o outro blasfemou e foi repreendido. Lendo apressadamente a Bíblia, em Lucas, sem fazer a comparação em outros evangelhos, podemos ter a impressão errônea de que um dos malfeitores era bom, ou até que era um cristão, pois a sua fala o denuncia.

Mas ao fazermos uma simples leitura de Marcos 15, nós já notamos que os dois malfeitores, assim como muitas pessoas que estavam no momento da crucificação, davam mal testemunho de Jesus. Presume-se que algo aconteceu que converteu um dos malfeitores, e foi no momento da cruz, enquanto Jesus estava crucificado. Mas o que aconteceu, tão forte para ter convertido um dos homens que também estava sendo crucificado? A ponto de Jesus prometer-lhe o céu?

Comparando os evangelhos – Ao lermos os textos bíblicos, fazendo as devidas comparações, constatamos que a Bíblia fala claramente o que aconteceu. Jesus falou sobre sete assuntos na cruz, o que chamamos de as sete palavras de Jesus na cruz, todas importantes e proféticas.

Uma delas muito pessoal: João, ai está a sua mãe; mãe, ai está o seu filho. E outra, ainda, eterna: Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem. Lemos na fala de Pedro em Atos 3. 15-19, que crucificaram a Jesus, por ignorância, ou seja, sem saber o que estavam fazendo.

Na cruz Jesus orou pela humanidade

Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem – (Lc 23. 34) No momento da cruz, Jesus estava orando. E nessa oração interior temos a impressão de que apesar de Deus determinar que Jesus fosse o sacrifício para a salvação do mundo, ainda assim Deus era Pai e o Pai não estava aguentando ver o seu filho está sendo morto. Mais uma vez o mundo passava pelo perigo da destruição total.

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Adão e Eva pecaram e no momento do julgamento no Jardim do Éden, Deus poderia acabar com tudo naquele preciso instante. E agora novamente o mundo arriscava-se a total destruição. Mas Jesus intercedeu e pediu ao Pai para perdoar ao homem, mais uma vez. Foi nesse ponto em que um dos ladrões se converteu, quando entendeu que o perdão ecoava, como ondas, da cruz, por toda a eternidade.

Paulo Sérgio Lários

Paulo Sérgio é Presbitero, tecnico de informática e escritor

Qual a causa física da morte de Jesus?

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