Crime de opinião no Facebook

O Facebook é a rede social com crescimento mais expressivo no Brasil nos últimos anos alcançando mais de 66 milhões de usuários em maio de 2013. É muita gente. Há quem não goste deste crescimento vertiginoso. Este crescimento trouxe consigo um volume muito grande de informações. No Facebook todos são especialistas em alguma coisa. Devido a esta especialidade, muitos cometem o crime de opinião. Antes de prosseguirmos no tema, vamos a algumas considerações.

Antes quem não tinha Orkut, era visto como um ser de outro planeta. Agora a pergunta inevitável ao iniciar uma amizade fora da internet “Você tem Facebook?”

O Orkut tá mais solitário que mineiro em beira de riacho pescando. O povaréu que estava lá foram todos para o Facebook. A casa de Noca ou Casa da Mãe Joana ou o nome você queira dar, também migrou para o Facebook.

Aqui as pessoas expõem seus gostos, crenças, incertezas, manifestando o seu cotidiano. Ocorre, que há pessoas que consideram um crime de opinião, manifestações que não compartilham da mesma visão e gosto. Para estes manifestar uma opinião é a mesma coisa que ser um criminoso.

A morte de MC da Leste

crime de opinião
O facebook e o crime de opinião

Sou uma pessoa de opiniões firmes, não violento minha personalidade por conta de manifestações em contrário. Tenho uma regra, jamais vou à página de alguém declarar ou opinar sobre um fato que sei vai desagradar o dono do perfil, mas no meu perfil posto meu particular mundo, minha visão das coisas. A minha interpretação das coisas.

Um exemplo disto foi a morte do funkeiro Daniel Pellegrine, conhecido como MC Daleste. Da Leste foi morto após ser atingido por um tiro no tórax. Claro, não gosto de MC Daleste por considerá-lo um apologista do crime em suas letras, a maioria fala em crimes, em matar policia, roubos, sequestros e outras barbaridades.

O crime de opinião e a fatídica pergunta

Pois é. Conhece-se um delinquente moral quando, ele para te pegar tasca logo a pergunta “amigo qual a religião é a sua posso saber?” A pessoa quer saber a sua religião, para então te chamar de fundamentalista ou coisa do gênero. É como se a religião orientasse a decência. É esperar que o religioso se veja forçado a ser uma pessoa de bem por conta da religião professada. caráter e decência não são exclusividade de pessoas religiosas, mas de pessoas de alma elevada.

A amizade fora das redes sociais é mais estreita, baseada em múltiplo respeito, por que então na rede social tem de haver este patrulhamento, mais especificamente no Facebook? Tenho de anular a minha opinião para que o amigo (que nunca vi pessoalmente) não seja agravado?

Há coisas que não aprecio, e duas delas é ver jogo de futebol e novela, mas não saio criticando, indo no perfil de quem gosta, acusando-os. Fico na minha. Posso até emitir minha opinião, mas vai ser no meu perfil. Mas há quem considere isto um crime de opinião, quer jogar o dito “criminoso” no calabouço. Caso estejamos todos num mesmo propósito, numa mesma unanimidade, então há burrice. (by Nelson Rodrigues). Viva o contraditório!

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Na vida real eu escolho meus amigos e deles sou escolhido. No Facebook é diferente, qualquer pessoa pode solicitar um pedido de amizade. Afianço que nunca fui de joelhos a alguém implorando para ser meu amigo no Facebook. Então a coisa é bem simples, caso não suporte o contraditório, é fundamentalista, não aceita opiniões divergentes, é só ir no link “desfazer amizade”.

Crime de opinião no Facebook

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