Moisés e a difícil travessia do tempo

0 Salmo 90, oração de Moisés demonstra um grande contraste entre a imortalidade divina e a fragilidade humana. Davi esclarecido pelo Espírito Santo orou dizendo: “Faze-me conhecer, Senhor, o meu fim e a medida dos meus dias, qual é, para que eu sinta quanto sou frágil.” Deus faz o homem tornar ao pó, enquanto chama a existência uma outra geração. Enquanto inúmeras gerações passam, Deus é de eternidade a eternidade Deus.

A vida humana é breve, semelhante á um sono, ou a breve período de correntes de águas depois de um temporal. É semelhante a erva que cresce de madrugada, porém, cortada ao entardecer.

Nossos dias são como a palmos; nosso tempo é como nada diante de Deus. Inquietemos-nos em cumprir os nossos compromissos, os nossos horários. Vivemos na ditadura do relógio.

Temos relógio na geladeira, na tela do televisor, no visor do microondas, no rádio do carro, nas ruas, nos meios de transporte. Somos reféns do relógio, do horário. Se nos atrasamos em nossos compromissos somos desmerecidos, desacreditados. Todavia, ignoramos o tempo de Deus.

Moisés, poderoso em palavras e em obras

moisés

Moisés viveu cento e vinte anos. Estes foram divididos em três períodos de quarenta anos cada. Em cada um dos períodos, Moisés passou por aprendizados que marcaram a sua vida. No livro de Atos 7.22, encontramos referência ao primeiro período: “E Moisés foi instruído em toda ciência dos egípcios; e era poderoso em palavras e obras. Quarenta anos aprendendo a ser tudo”.

Podemos afirmar que Moisés detinha todo o conhecimento de sua época, influência política, religiosa e intelectual. Sabia que era o escolhido de Deus para libertar os hebreus do Egito, porém, julgava que era por força e violência.

Você age como Moisés? Está aprendendo a ser tudo? Desconhece o poder e a graça maravilhosa do Senhor? Lembre-se das palavras de Jesus: “Sem mim nada podeis fazer”. Reconheça o testemunho de Paulo: “Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade”. 

O uso da força trouxe conseqüências trágicas para Moisés. Foi rejeitado como líder pelos hebreus e refugiou-se na terra de Madiã para não ser morto por Faraó. Nos primeiros quarenta anos, Moisés vivia cercado de reis, príncipes e embaixadores. Todos o estimavam, respeitavam e admiravam-no. Alcançara por sua posição grandes conquistas, era cercado de luxo, belas mulheres, bens e serviçais ao seu dispor.

No segundo período, já refugiado em Madiã, Moisés sofreu inúmeras perdas. Perdas provocadas pelo Senhor, que estava trabalhando na vida de Moisés. Agora, ele vive em outro cenário, outra realidade.

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Seus súditos são ovelhas e cabras que ele tranquilamente pastoreia no deserto da Palestina, com o sol escaldante abrasando-lhe o rosto, tempestades de areia a fustigar-lhe os olhos; vive em meio a pedras, montanhas e a areia escaldante do deserto. Quarenta anos aprendendo a ser nada. Quarenta anos sendo despojado do velho homem.

Moisés e a difícil travessia do tempo

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