Hermenêutica, como estudar e interpretar a Bíblia

A Bíblia é considerada o Livro de Deus, e dessa forma o Senhor a deu para que tivéssemos o esclarecimento de suas verdades. A Hermenêutica é uma das ferramentas que temos a nossa disposição para a interpretação bíblica. Tanto a hermenêutica, quanto a Exegese, tem um papel preponderante na interpretação. Ambas nos leva a compreendermos o que Deus falou, está falando, e nos falará.

É crível que a Palavra de Deus não pode ser dita de qualquer forma, ou porque quem acha que deva dizer o que não está escrito. São por meio desses pontos, que muitas vezes são ditas coisas em cima dos nossos púlpitos coisas que Deus nunca falou, nem autoriza que falemos.

Uma das regras da Hermenêutica é justamente isso, parte-se do principio que o texto deve ser lido e compreendido a luz da interpretação. O texto deve ser considerado num todo, anterior, próximo, remoto ou mediato. A regra é simples e objetiva. Há uma norma gramatical que precisamos compreender, são os pronomes relativos. Pronomes relativos são conectivos que ligam orações.

Há uma determinação de Deus na sua Palavra quando Jesus disse: “Errais não conhecendo as escrituras”. Caso pegarmos esse texto fora do seu contexto, julgamos que Jesus está falando com a igreja nos dias de hoje. Bem, para um bom exegeta, não é isso que o texto afirma, a regra é “a quem”.

A regra de ouro da Hermenêutica

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A regra de ouro da Hermenêutica é examinar cuidadosamente os fatos. Por esta razão é que Jesus censurava os judeus que ora, eram versados na “Torá”, mas desconheciam tudo a seu respeito, porque era Dele próprio que falavam as Escrituras. Eles não conseguiam entender isso, é tanto que Jesus disse lhes: “E são elas que de mim testificam” – e no texto posterior Jesus disse: “E vós não quereis vir a Mim para terdes vida” – Jo 5. 39-40.

Enquanto noutros textos que existem, somos instados por Deus a ler, e examinar a Palavra de Deus. É tanto que, quem usa fazer isso erra menos, e não sai falando qualquer coisa sem ter a certeza daquilo que expressa. A passagem de 2 Pedro 1.20 e 21 é bem explícita: “sabendo primeiramente que nenhuma parte da profecia da Escritura é de particular interpretação”.

A falta de sensibilidade das coisas de Deus implica que pessoas com filosofia mortal se aproveitem da ocasião e usem de subterfúgios para enganar os incautos na fé. Devemos ter o cuidado de sabermos ouvir, e o que ouvir. Não existe lugar na Bíblia que nos autorize a pegarmos um texto isolado e de forma pretensiosa usá-lo como pretexto para conveniências de quem quer que seja. Hermeneuticamente falando, “um texto fora do seu contexto” torna-se um pretexto. Apenas desculpas humanas.

Acreditamos na Palavra Inspirada de Deus, pois ela está acima de qualquer regra humana, mas existem as regras para que se entenda a Palavra, e isso só vem de um coração quebrantado e puro diante de Deus. Na lógica bíblica teológica, não existe lugar para o “achismo pessoal”. É por isso que Jesus sempre usou a expressão “está escrito”, dando ênfase a aquilo que era considerado verdades espirituais. Jo 5. 24

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Portanto, para sabermos ou expressarmos o que pensamos ser, não é preciso fazer mágicas, ora, isso é inadequado e Deus não se agrada disso. Ele mesmo falou pelo profeta Jeremias: “Aquele a quem está a minha Palavra, fale-a com a verdade” (Jr 23. 28). Os bereanos foram tidos como os mais nobres, porque tinha o cuidado de examinar as escrituras, e conferiam-na para ver se estava escrito como pregavam e ensinavam os apóstolos.

José Roberto de Melo

Pr. José Roberto de Melo é Bacharel em Teologia, Professor, Escritor e Graduado em Direito

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