Governo de Jerusalém faz contratações (parábola dos trabalhadores)

O governo de Jerusalém anunciou a ampliação de frentes de trabalho. A decisão surgiu da alta taxa de desemprego que tem assolado o Estado nos últimos anos. Filas imensas de trabalhadores se formam nos mercados de trabalho a procura de uma colocação. O governo incentivou os empregadores a fazer contratações com escalas de trabalho diferenciadas.

Contudo, a iniciativa não teve aprovação dos vinicultores, que percebiam nos holerites valores idênticos nos holerites dos novos contratados, portanto, com carga horária reduzida e salário equivalente. Insatisfeitos, os vinicultores iniciaram um veemente protesto.

O protesto ganhou as ruas de Jerusalém com os manifestantes gritando a plenos pulmões “Não é justo, enfrentamos o sol abrasador durante todo o dia e recebemos igual a estes coxinhas que trabalharam só uma hora”! 

A classe patronal se viu em maus lençóis e argumentou que iria revisar o salário de todos. Enquanto o impasse não é resolvido, a população sofre com a falta de vinho nas prateleiras dos supermercados e adegas. Uma personagem da alta sociedade escapou de um vexame monumental, depois que o vinho faltou na festa de casamento de sua única filha. No desespero, o anfitrião apelou para todos os santos, nem a Santíssima Maria escapou de seus rogos.

Os convivas juram que um Mestre que por lá estava transformou seis tonéis imensos de água em vinho. Outros juram que foi uma genial estratégia de publicidade da água mineral Bonafont. Há quem assegure ter ouvido Jesus (este é o nome do representante da Bonafont), declarar reiteradas vezes, que quem bebe daquela água, torna a ter vida.

Governo de Jerusalém se reúne com classe patronal

O governo de Jerusalém agendou reuniões com a classe patronal e sindicatos de trabalhadores a fim de conciliar propostas e encerramento definitivo dos protestos.

Um dos patrões, respeitado por recrutar seus funcionários da classe de pescadores, oferecendo excelentes benefícios trabalhistas, sugeriu, com base em suas bem sucedidas experiências, incluir na Cesta básica dos trabalhadores um pão e um peixe. Esta última proposta agradou a todos. Um acordo foi formalizado com os trabalhadores voltando as suas atividades.

Governo de Jerusalém faz contratações (parábola dos trabalhadores)

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