Estamos vivendo a era da apostasia?

Desde a criação do ser-humano no Jardim do Éden o mundo tem tido alguns revezes, como a expulsão do homem do Jardim, a mistura das línguas na Torre de Babel e a destruição de quase todo o mundo pelas águas. O tempo passou depois disso sem enormes revezes para o mundo, até a vinda de Cristo que inaugurou dois tempos, conforme viemos, a saber, posteriormente nos escritos de Paulo: a Era da Graça e a Era da Apostasia.

Esse é o ultimo artigo da série O Pastor, assunto que Deus colocou em meu coração, onde abordo algumas questões acerca do pastorado. Veja a lista completa no fim do artigo.

Cristo nasceu, viveu, morreu, ressuscitou e foi levantado aos Céus. Depois da Primeira Vinda de Cristo, o gráfico da história humana foi drasticamente mudado. Se o mundo vinha desde Adão e Eva mais ou menos na horizontal, depois de Cristo a linha da apostasia está gradualmente descendo vertiginosamente conforme os tempos estão ocorrendo, enquanto que na horizontal, segue a Graça.

Ao mesmo tempo em que o mundo está se perdendo na apostasia, a graça tem sido derramada profusamente. A culminância da apostasia será, como lemos abaixo em 2 Tessalonicenses, na aparição do Anticristo. Por outro lado a Graça vai desembocar na Vinda de Cristo, também nos tempos escatológicos. E quero dizer escatológico os tempos do fim, que a Bíblia define principalmente em Apocalipse.

A graça e a apostasia

apostasia

Mas que tempos são esses escatológicos de Apostasia e Graça em que vivemos, não ainda completamente, mas já sentimos tanto seus efeitos? Como em 1 Tessalonicenses Paulo acabou descrevendo a Segunda Vinda de Cristo. O Propósito era orientar pessoas que não viviam mais na expectativa da vinda de Cristo.

Paulo direcionou melhor os irmãos trazendo revelações importantíssimas sobre o Anticristo. “Não se movam facilmente do vosso entendimento”, diz Paulo e segue: “Ninguém vos engane, pois primeiro virá a apostasia e se manifestará o Anticristo”, quer dizer, nós o veremos. A Igreja verá algo do Anticristo.

Lendo o Apocalipse notamos que até mais ou menos a metade do livro a Igreja está ativa, mas a partir de certo momento não se fala mais dela. Ou seja, parece-nos, lendo a Bíblia, que até mais ou menos o primeiro período do Apocalipse a Igreja estará aqui, na Terra, e no segundo período ela não estará mais. Sabemos que Mateus 24 fala sobre três períodos dos tempos do fim.

O principio de dores

Tudo isso será o início das dores (Mt 24. 8).  “E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas.” (Mt 24. 29) “Porque haverá então grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá”. Mt 24. 8,21

Vemos na fala de Jesus três períodos: O principio de dores que é a mesma época da Apostasia e da Graça. A Tribulação que são os 3,5 anos iniciais do que convencionou chamar de Tribulação, e os 3,5 anos finais da Tribulação que são chamados por Jesus de Grande Tribulação.

Após estes eventos ocorrerá a Segunda vinda de Cristo e o inicio imediato do Milênio. Depois desse período de 1.000 anos ocorrerá o julgamento diante do Grande Trono Branco e o Amém final do Apocalipse, que na verdade será o inicio de uma nova etapa, que nossos olhos e nossos ouvidos não tem a mínima idéia de como será.

A operação do erro levará a extrema apostasia

Seguindo 2 Tessalonicenses, que fala da manifestação do Anticristo que a Igreja verá, acredito no período chamado de Tribulação, que são os 3 anos e meio iniciais da Tribulação, que é o período da história onde aparecerá um grande líder mundial chamado pela Bíblia de Anticristo, pois irá combater a Igreja e tudo o que se chama Deus. Surge uma nova doutrina: A Operação do Erro. 2 Tess 2. 11

A operação do erro consistirá em crer no Anticristo e na sua nova religião, quando ocorrerá a apostasia, que é um deixar uma religião e seguir a outra. A apostasia que entendemos ocorrerá nos tempos do fim, será uma grande apostasia. Acontece que quando o Anticristo aparecer, ele virá com uma religião, entre outros e ocorrerá um verdadeiro levante de todas as religiões do mundo, em direção a essa nova religião.

O ápice da apostasia

Essa aparição de uma nova religião mundial, uma mescla do que já está ai, um sincretismo religioso contrário à Igreja, onde acreditam que exterminando a Igreja da Terra estarão fazendo um favor a Deus, será uma mistura de Nova Era, com Catolicismo, discos voadores, seres superiores, espiritismo, budismo, religiões orientais e asiáticas como a religião muçulmana.

Na verdade o mais perto que o mundo já chegou disso foi a religião do Nazismo, pois lendo a história e vendo os vídeos que temos hoje, sabemos exatamente que o nazismo era uma religião demoníaca, que imaginava matar o cristão, que era o mau, junto com o povo judeu.

O nazismo era uma mistura de disco voadores, com a busca de Atlântida, com a busca de uma raça pura: o arianismo, espiritismo, deuses superiores, religiões asiáticas e orientais. A religião da apostasia parece ter elementos diferenciados disso, como a Nova Era, que é a Era de Aquários e coisas perigosas deste tipo.

A operação do erro é que por não buscarem o entendimento em Deus, o próprio Deus lhes enviará a Operação do Erro, que nos dá a entender que são demônios que agirão nas pessoas que não querem saber de Deus. A apostasia, que já está em voga desde a primeira vinda de Cristo, terá sua supremacia nessa grande apostasia da manifestação do Anticristo. Mas como diz a Bíblia: onde abundou o pecado, superabundou a graça.

Apostasia versus graça

Graça significa favor imerecido para salvação. Ao dizer que onde abunda o pecado, onde tem bastante, onde se pratica muito, tem mais; supera as expectativas a Graça. Graça é o poder de Deus, a unção que quebra o jugo, o favor legal e operante. Paulo escreveu sobre isto: “Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça. Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça.” Rm 5. 20, 6. 14

Observamos que a cada dia que passa, literalmente os dias vão ficando cada vez piores. Cada dia que vivemos tem algo piorzinho um pouco. Caminhamos para o fundo do poço do mundo, que é a manifestação do Anticristo, a Tribulação dividida em duas partes. Primeiro a Tribulação e depois a Grande Tribulação.

A divisão dessas águas será que no final dos 3,5 anos, o Anticristo sentará no trono que haverá no novo Templo de Jerusalém e pedirá que o judeu o adore como deus. Nesse exato momento os olhos dos judeus serão abertos e se iniciará o período final do Apocalipse, onde todo elemento será abalado.

Tempos difíceis para o cristão

A graça vai sendo derramada cada vez mais, conforme a necessidade cada vez maior. Ser crente hoje é muito mais difícil do que a 1500 anos atrás e é muito mais difícil do que a 20 anos atrás, ou é mais difícil do que o dia de ontem. Vivemos tempos que correm para o fim do mundo e dos tempos. Como ser pastor num tempo desses? Dificil responder isso, não é? Quando o negócio é difícil demais a gente vai ao mais básico.

Acredito que só sendo cheio do Espírito e fundamentado numa esclarecida Palavra de Deus e tendo o entendimento das ovelhas e da qualidade das ovelhas que temos hoje, que são propensas mesmo, assim como nós, a não suportar as pressões e pecar a qualquer minuto, é que qualquer um poderá vencer.

A guerra espiritual está escancarada

A Igreja não pode viver pensando no imediato, constantemente. Temos muitas pregações e eventos voltados para o hoje, mas precisamos mais do que nunca alertar os nossos irmãos e prepara-los para os tempos que estão porvir. Penso seriamente que, quando as igrejas vão pregando diferente da Bíblia, isso é mais perigoso do que qualquer coisa.

E se a Igreja entrar na Tribulação e ninguém avisar que isso pode ocorrer? Muitos irmãos poderão imaginar que Cristo veio e os abandonou! Se pregarmos que a Igreja não verá nada, poderemos ter sangue em nossas mãos! A promessa bíblica é de preservação da Igreja, mas não isenção completa dos problemas.

Sinais evidentes dos tempos do fim

Não é de estranhar se demônios se manifestarem fisicamente, com idéias de que desceram de um disco voador, vindo de planetas desconhecidos e vieram para nos ensinar sobre os seres superiores. Tudo isso já está ai, já ocorre. Que marcas são aquelas nas plantações na Inglaterra. Ou que luzes são essas que estão brilhando nos céus do mundo inteiro?

Que som foi aquele que apareceu no Canadá, nos céus? Você acha que estou falando bobeira? É só ver o noticiário diário. O que foi aquele negócio que apareceu recentemente perto do Sol, e que a Nasa tentou esconder? Estamos vivendo tempos estranhos e que só podem ser combatidos pela Palavra revelada de Deus. Cuidar de rebanho num tempo desses é tarefa hercúlea. O Anticristo já tem surgido entre nós. Em São Paulo tem uma Igreja tatuando o número 666 nos seus membros.

O Pastor Ricardo Gondim pregou certa vez que ele acredita que o pecado do fim do mundo é a pedofilia. Sentimos, que os demônios parecem se fortalecer nesses dias, devido ao povo que está entrando em abismos que estão chamando outros abismos.

Chega de brincar de ser pastor

Você está brincando de ser pastor? Você acha bonitinho ser pastora? Acho bom você rever seus conceitos imediatamente. Seja sóbrio, seja sóbria. O povo já está perturbado, se o pastor ficar também, quem será a coluna da igreja? Alguém precisa sustentar a congregação.

Alguém precisa levar nas costas o peso dos outros, ou você nunca leu que a roupa do Sumo-Sacerdote tinha doze pedras, seis de um lado dos ombros e seis do outro? O Sumo-Sacerdote (o pastor) leva literalmente a congregação nas costas.

Que Deus abençoe a todos os homens e mulheres corajosas que entraram para o ministério pastoral. É um privilégio imenso, dado pelo próprio Deus. Se Ele te escolheu, é porque Ele viu qualidades em você, para te dar o povo dEle nas suas mãos, para você pastorear.

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Para finalizar quero te deixar um dos versículos mais lindos da Bíblia: “Como pastor apascentará o seu rebanho; entre os seus braços recolherá os cordeirinhos, e os levará no seu regaço; as que amamentam guiará suavemente.” Is 40. 11

Paulo Sérgio Lários

Paulo Sérgio é Presbitero, tecnico de informática e escritor

Estamos vivendo a era da apostasia?

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