Cristãos viciados em Facebook (a experiência de Davi)

Vamos fazer um exercício de imaginação? Ótimo! O exercício consiste no seguinte, imaginemos que o Facebookeano Davi vivesse entre nós, fosse nosso contemporâneo e que tivesse o mesmo apego excessivo que muitos de nós temos com respeito às redes sociais. Davi seria um daqueles muitos cristãos viciados em Facebook.

Para caracterizar um vicio é necessário ter um comportamento que indique uma obsessão. Então suponhamos que sete vezes no dia Davi acessasse o Facebook para ver seus recadinhos, interagir com seus amigos, ou então acordasse de madrugada para verificar alguma mensagem no e-mail. É, seria um viciado em Facebook.

Que coisa chata não é? Alguém que me lê logo argumenta “que comparação mais sem sentido, imagina se Davi ia ficar acessando o Facebook o dia todo”. Não, não ia mesmo, Davi possuía outras prioridades, vamos ver quais são nos versículos abaixo:

“Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia. Os meus olhos anteciparam as vigílias da noite, para meditar na tua palavra. Sete vezes no dia te louvo pelos juízos da tua justiça.” Sl 119. 97,98,148,164

Notem que no primeiro parágrafo me referi a nosso personagem como sendo Davi Facebookeano? Pois é, no entanto, ele é conhecido como o Salmista e Rei Davi, justamente pelo seu apego e amor ao Senhor. Nos versos acima, constatamos que a meditação e ocupação de Davi eram em adorar ao Senhor.

E no que Davi é melhor do que nós? Em nada, inclusive somos privilegiados por ter a nossa disposição seus escritos, relatando suas experiências, oriundas do seu cotidiano, tudo para nosso deleite, e digo mais, nós, os cristãos é que aperfeiçoamos os santos bíblicos. Hb 11. 40

Não sei como se dá isto, mas sei que assim é. Vamos chamar o apostolo Paulo aqui, para fazermos algumas considerações: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma”. 1 Co 6. 12

A tecnologia é uma benção de Deus. As redes sociais cumprem um propósito especifico e existem por conta da necessidade do ser humano de ser sociável, de trocar impressões, de se aproximar de pessoas. O erro está em se deixar dominar por estas tecnologias, deixar de viver uma vida plena. Não podemos e nem devemos deixar que um meio eletrônico qualquer nos domine. Claro que aqui me refiro a toda e qualquer produção de mídia, programas de entretenimento e outros.

Há cristãos que não conseguem ficar longe do Facebook, estão a toda hora verificando sua página, com aqueles joguinhos sem graça e sem sentido, curtindo a tudo quanto é coisa que vê, não sendo seletivos na sua interação social. O cristão que não sabe ser seletivo termina por ser prolixo, vai acumulando tanta coisa sem sentido, resultando em mediocridade. (Agora lascou, perdi metade dos meus leitores, fiquei só com três). Tem alguém aí ainda?

Facebook adverte: Não se tornem viciados

cristãos viciados em facebook

Você gosta de bolo? Creio que sim, apesar de algumas pessoas não gostarem muito, estou incluído entre elas. Mas não é por gostar de bolo que você vai comer bolo até se enfartar. Nesta semana o Facebook iniciou a campanha de marketing “As coisas que nos conectam” onde lançou um alerta para que os usuários da rede sejam moderados no uso, alertando que bolo demais não é saudável.

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Finalizando, conclamamos ao irmão e amigo para que nos voltemos para as coisas espirituais. Vamos curtir mais a Bíblia, meditar nas coisas concernentes a Deus. Pesquisa recente aponta que somente 20% dos cristãos leem a Bíblia diariamente.

Se pesquisa idêntica fosse realizada com usuários de rede sociais para identificar o tempo e freqüência do acesso, creio que a porcentagem seria bem maior. Relembre a orientação do apostolo Paulo aos Filipenses 4. 7. “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus.”

Cristãos viciados em Facebook (a experiência de Davi)

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