Como resolver conflitos na Igreja?

Eis aqui um tema que afeta a todas as igrejas, em menor ou maior grau, os conflitos. Tratar com pessoas é uma árdua tarefa, pois o ser humano tem a capacidade inata de surpreender. As convivências por vezes são baseadas em relações frágeis, cheias de interesse pessoal e emotividade, a racionalidade é atropelada, jaz caída, suspirando, esperando o golpe de misericórdia. A individualidade é gritante.

As divergências se originam de diversas fontes e tem exigido uma habilidade impar dos pastores para manter uma igreja sadia e abençoada. Este se desgasta emocionalmente, tendo um esgotando mental, em vista da tarefa de manter uma igreja unida e abençoada, (2 Co 11.28).

Abaixo uma frase do saudoso Paulo Francis, um retrato com cores fortes, uma realidade bruta da natureza humana.

“Eu prefiro a solidão dos livros ao contato com as pessoas. As relações humanas são sempre complicadas, não importa se com homens ou com mulheres. Sei que é desagradável dizer, mas eu prefiro os livros às pessoas.” Paulo Francis

As fontes de conflitos se resumem basicamente a três, conflitos de questões pessoais, conflitos originários de pecados e de natureza doutrinária. Analisemos primeiramente os conflitos oriundos de questões pessoais.

Conflitos de natureza pessoal

conflitos

O apostolo Tiago repreendeu com firmeza as pessoas que na Igreja faziam acepção de pessoas, considerando a uns superiores a outros. (Tg 2. 1-5). Há grupos de pessoas que comumente se tornam verdadeiras “panelinhas”, um grupo fechado, que geralmente despreza os de fora, não abrindo oportunidade para somar.

Isto é prejudicial à saúde da igreja, uma vez que há pessoas com necessidade de serem aceitas e reconhecidas, carentes de afeto, de uma palavra de incentivo, de amor manifestado. (Os 11. 4). Egoísmo e orgulho são os vilões dos confrontos de natureza pessoal. Tg 4. 1-10

O pastor ou líder deve promover a paz, orando, buscando de Deus uma orientação segura, não tomando partido de nenhum lado, a neutralidade nestas ocasiões é mais do que necessária. As partes conflituosas devem ser levadas a oração, a busca incessante do perdão e aceitação. O líder há de tomar o cuidado para não impor o perdão entre os conflitantes, o fruto de sua vontade é quase nula, a reconciliação há de ser alcançada espontaneamente, fruto da vontade das partes confrontantes. Mt 18. 15-20; Gl 6. 1,2

Conflitos originários de pecados

Nas Sagradas Escrituras há três exemplos contundentes de conflitos originários de pecados. Um foi o caso de Acã, que tomando de um objeto de despojo, escondeu-o, sendo imitado por outras pessoas. Houve divergências quanto ao numero de pessoas que deveriam ir ao campo de batalha, sendo que Israel por este erro de calculo grosseiro sofreu fragorosa derrota.

Josué, ignorando a causa da humilhação, prostrou-se em oração diante do Senhor. Deus o repreende e mostra-lhe a verdadeira causa do infortúnio (Js 7. 1-13). A igreja que não lida eficazmente contra o pecado escancara uma porta para mais problemas.

Davi estava obtendo vitória atrás de vitória, até o dia que se perdeu nos braços de Batseba, o caso agravou-se pelo assassinato frio e premeditado de Urias, um dos trinta e sete valentes de Davi, marido de Batseba. Davi alcançou de Deus o perdão, mas, ali se abriu uma porta para que no seio de seu reino e família houvesse permanentes divisões, (2 Sm 11. 1-15).

Roboão, neto de Davi, quando assumiu o trono do seu pai Salomão estabeleceu um conflito de proporções gigantescas, que culminou na separação do reino.

Conflitos de natureza doutrinária

O maior medo dos pastores é a “Ventania sobre a igreja”, referência a um desentendimento local, que forçosamente faz com que um grupo de dissidentes deixe a igreja, indo congregar em outra denominação ou então abrindo uma nova igreja. Quase sempre isto resulta de uma questão doutrinária, ou rebeldia pura e simplesmente.

Há tanta gente que não respeita os princípios sagrados da liderança, são eternos insatisfeitos, esteja na igreja em que estiver, perambulam de uma igreja a outra, procurando a aceitação pessoal, (Hb 10. 25), sendo que eles mesmos negam a si próprios, são semelhantes a porcos pisoteando perolas (Mt. 7. 6). São classificados de meninos, que aprendem sempre, mas nunca podem chegar ao conhecimento da verdade. Nada aprendem, de tudo esquecem. Judas 1. 19

Concluindo, afirmo que o líder deve estar atento, identificando possíveis focos de tensão, eliminando as ditas “panelas” (At 15. 2,7,28). Quando a situação é prontamente identificada e apresentada uma rápida solução, a igreja cresce, havendo um avivamento. Um sentimento comum de unidade. At 6. 1-7

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Cada um deve considerar o outro superior a si mesmo, é o que o apostolo Paulo recomendou aos Filipenses. Devemos nos apegar firmemente a esta orientação, necessitamos ser gerados em Cristo, aprendendo a ser servos. Fp 2. 1-4

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