Características do chamado de Deus

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O livro de Isaias capitulo seis aborda as características do chamado de Deus. A profecia se dá nos dias do rei Uzias. É claro que o Rei Uzias era uma referência para Israel e particularmente para o profeta. E assim como aconteceu com Isaías, não é diferente a muitos de nós, essa primeira característica do chamado: A referência tem que morrer, ou diminuir, para que nós possamos realizar a obra integralmente.

Um outro exemplo disso é que Abrão foi chamado para sair da sua terra e da sua parentela, para uma terra onde Deus lhe mostraria. O chamado de Abrão era, a principio, para sair, para se distanciar, para deixar de ser dependente de seus familiares.

Isaías era de alguma maneira dependente do Rei Uzias; nem que fosse espiritualmente. Mas o Rei Uzias morreu e morrendo, o profeta Isaías agora necessitava de novos parâmetros, para guiar a sua vida. Esse foi o momento exato em que Deus apareceu a Isaías e o comissionou para a obra. “No ano em que morreu o Rei Uzias, eu vi também ao Senhor…”

A visão da glória, confirmação do chamado

O chamado de Deus ao homem é confirmado pela visão, pelo vislumbre da Glória de Deus. Isaías viu Deus assentado em seu Trono e a sua Glória enchia o templo. Essa Glória que enchia o tempo me lembra a referência da nuvem que adentrava o Templo no Antigo Israel.

Serafins voando clamavam, gritavam, diziam em alta voz: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos. Esse clamor faz referência direta à Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Toda a terra está cheia da sua glória.

Os umbrais, os batentes, das portas se moveram com um terremoto, ocasionado pela reverberação da voz que clamava, e a casa se encheu de fumaça, símbolo da Glória que entrava no templo. O terremoto é símbolo do que está ocorrendo no interior do profeta.O verdadeiro chamado de Deus implica a visão, o entendimento da Glória de Deus. Paulo caiu do cavalo literalmente, quando Jesus falou com ele e a visão, o brilho, a magnitude do momento o cegou.

Moisés viu sarças, matos secos, ardendo sem parar. Abel sentiu um desejo forte de fazer algo a Deus e ele então inaugurou o dizimo. Alguns privilegiados foram chamados diretamente por Jesus, que disse a alguém: Segue-me.

Sempre afirmo que o problema que a Bíblia nos mostra, mormente em Romanos, é o pecado. O problema do homem, para com Deus é o pecado. Deveríamos estudar o pecado, entender o que é o pecado e quais efeitos tem sobre nós. O pecado, o nosso pecado, o seu pecado, o meu pecado, é o problema.

chamado

Ai de mim, disse Isaías, estou perdido, sou um homem de lábios impuros, e hábito no meio de gente que tem lábios impuros. E os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos. O verdadeiro chamado de Deus expõe claramente a Glória de Deus em oposição à nossa miserabilidade. E assim como Isaías sabemos claramente qual é o nosso pecado. Todos nós sabemos o que Deus nos cobra para mudar.

Havendo a constatação do profeta que ele tinha pecados e que o seu pecado era a sua boca que proferia coisas erradas, a solução então era queimar a sua boca, com uma brasa, um carvão aceso, vermelho, quente. No momento do toque o serafim deu a sentença: Isto tocou teus lábios, o teu pecado foi tirado. Deus sabe qual é o nosso pecado e faz com que a solução exata, a resposta exata ao nosso pecado, ocorra.

É interessante que o profeta, que praticamente só fala, ou mais fala, pois os profetas antigos eram também videntes, foi tocado na sua boca; Deus converteu a boca do profeta. Deus nos converte onde nós mais precisamos não onde nós queremos.

Não temos como remover o nosso pecado, não está em nós isso. Segundo Romanos o pecado é uma lei em nós, não temos domínio sobre ele, mas ele tem sobre nós. A Lei do pecado só é resolvida com outra lei, uma lei maior, mais forte, que anule essa lei anterior e malfadada. A Lei da Graça é uma Lei superior à lei do pecado, que opera em nós a Graça de Deus por nós. Em Jesus temos poder de vencer o pecado. Estar em Jesus implica estar cheio do Espírito Santo.

Limpo do pecado, o profeta sentiu-se capacitado. È interessante que Deus perguntou aos que estavam ao lado dele, no Céu, mas a pergunta era uma indireta direta ao profeta: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?”

É claro que Deus tinha desde o principio a intenção de mandar o profeta, mas o fez de tal forma que o profeta se sentiu chamado para ir, o profeta deu uma resposta positiva. “Eis-me aqui, envia-me a mim.”

Havendo o chamado, deve haver uma resposta em nós

Vemos todos os dias que o ministério, a nossa Igreja, seja ela qual for, tem necessidades e nós poderíamos ajudar de alguma forma, ou poderíamos ajudar mais, mas para isso devemos ter a vontade de ajudar, Deus precisa trabalhar em nós, Deus precisa nos convencer a ir para a obra. Nisso acredito firmemente que muitas vezes, nós que estamos à frente da obra, todas as vezes que tentamos fazer diferente do que Deus esta mandando, estamos atrasando a obra de Deus.

Elias fez um grande desserviço – Pensamos sempre como Elias era um grande e tremendo profeta, e era mesmo, mas nos esquecemos rapidamente do que Deus o mandou fazer e ele não o fez, escolhendo o caminho mais preguiçoso possível.

Elias se escondeu dentro de uma caverna e Deus o chamou para fora e o mandou ungir dois reis e um profeta no lugar dele. O profeta no lugar dele deveria ser a última obra a ser feita, mas descendo do monte, foi a primeira coisa que ele fez, e quanto aos reis que deveriam ser ungidos, quem o fez foi o seu sucessor: Eliseu. Isso acarretou pelo menos um atraso na obra de seis anos. Seis anos depois Deus começou uma obra que deveria já estar feita de há muito. Quando fazemos diferente do que Deus manda, fora da ordem, escolhendo a nossa ordem, isso só atrasa a obra de Deus. Elias atrasou a obra em seis anos.

Você foi chamado pra quê?

Só quando todo esse período passou, só quando todas essas etapas foram vencidas é que Deus falou o que queria dele. A cada um é mandado fazer algo no Reino de Deus. Eu sei o que devo pregar e como devo fazer isso, pois o que sei fazer é pregar e só sei fazer isso também. Nós começamos pelo fim o que deveríamos esperar acontecer. A primeira coisa que queremos saber é pra que eu sou crente, pra que fui chamado na obra, qual é a obra que Deus tem comigo? Calma, espera, Deus vai falar, mas só após você cumprir as etapas necessárias.

A – Muitos ainda não se desgarraram do passo um que é deixar de ser dependentes dos seus Uzias, ou dos seus parentes.

B – Outros ainda não foram convencidos pela Glória de Deus, que é o mesmo que ainda não viram a Glória, não a entenderam, não a receberam.

C – Outros não reconhecem os seus pecados e não entendem que o problema é um e unicamente um só: o nosso pecado.

D – Um anjo tocou Isaías, mas alguns de nós não se deixam ser tocados por Deus, endurecem de tal forma o coração ou a mente, que quer racionalizar o que é espiritual e Deus não consegue toca-lo, de maneira alguma.

E – Outros barram aqui, não se sentem nunca, capacitados, para fazer a obra.

F – E por fim, a aqueles que passadas todas as etapas, quando Deus lhe fala o que fazer ele simplesmente não quer fazer.

No chamado do profeta, Deus mostra o coração do povo, o pecado do povo. A cada geração Deus trata diferente a maneira de salvação, ainda que básica e imutável: primeiro Cristo, as primícias, quer dizer: E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos. Atos 4:12

Paulo Sérgio Lários

Paulo Sérgio é Presbitero, tecnico de informática e escritor

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Juraci Rocha é Personal Coach, ministra Cursos de Liderança Cristã e administra o blog Filhos de Ezequiel.

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