As diferentes gerações e os inevitáveis conflitos

Certamente você já deve ter ouvido falar das gerações X, Y, Z. Esta classificação deve-se a imperiosa necessidade de estabelecer critérios que defina comportamentos e tendências de gerações, que por muitas vezes convivem no mesmo ambiente e tempo, ocorrendo conflitos por conta das peculiaridades de cada geração.

Em uma família composta de quatro membros, sendo os pais com idade próxima de quarenta e oito (48) anos (Geração X), um filho de aproximadamente vinte (20) anos (Geração Y), e outro com idade aproximada de dez (10) anos (Geração Z).

Temos aqui quatro gerações, de pensamentos e visões de mundos diferentes, campo fértil para estabelecer conflitos, visto que são de diferentes gerações.

Pais, educadores, pastores e lideres eclesiásticos, tem um enorme desafio de como falar de forma eficaz com cada geração, como falar diretamente ao coração, com emissões que sejam aceitas plenamente pelo receptor, eliminando os ruídos costumeiros nas comunicações.

A Geração X (pais) se caracteriza pela maturidade, pelos erros e acertos, pelo acumulo de experiências bem sucedidas. Estão numa fase da vida em que valorizam a família, mas mantendo a independência, prestigiando o bem comum. Esta geração não se prende a tecnologias, sendo até um tanto arredias a embarcar em novidades.

Geração Y e a revolução tecnológica

gerações

A Geração Y praticamente nasceu junto com a revolução tecnológica, dominando-a com facilidade. O termo “Geração Y” em inglês é “Y Generation”, pronuncia-se “Why”, que significa “Por que?”. Perfil típico da adolescência questionadora e rebelde, sempre procurando emitir a última palavra em uma discussão. Os conflitos com as demais gerações crescem assustadoramente.

Esta geração se fecha em seu grupo, desprezando a tudo e a todos. Para este grupo a comunicação deve ser realizada cérebro/coração. Conselhos são ignorados ou quem os apresenta são ridicularizados. Pais, mestres e lideres devem aproveitar a energia, carisma e força desta geração, encaminhando-a a propósitos definidos, estabelecendo responsabilidades, apresentando certa liberdade, porem, com rédeas curtas. Veja o vídeo abaixo, volto logo em seguida.

A Geração Z é multi-tarefa, tem a capacidade de dominar diferentes tecnologias com extrema facilidade, fazem uso simultaneamente de rádio, videogame, televisão, musica e o uso da audição de musicas através do inseparável celular. Em vista dos perigos as quais se encontra exposta, integrantes desta Geração costumam ser alvo e vítimas de indivíduos pedófilos nas redes sociais. O que causa enorme preocupação aos pais.

Ante o exposto, uma preocupação assombra a pastores e lideres eclesiásticos, a de como lidar com os conflitos resultantes entre estas gerações. O pastor como despenseiro da multiforme sabedoria e graça de Deus, serve a uma casa (1 Co 4. 1,2), tendo a obrigação de fazer uso do bom depósito que lhe foi confiado (1 Tm 6. 20). Manejando bem a Palavra da Verdade.

Roboão e a geração Baby Boomers

Salomão, rei de Israel era morto, seu filho Roboão o sucedeu no trono. Uma delegação foi enviada até ele representada por Jeroboão (que mais tarde viria a ser rei de Israel), solicitando uma avaliação e consequente diminuição dos impostos considerados abusivos.

Roboão aconselhou-se com os anciãos (vamos classificar esta geração de Baby Boomers, que é a geração de nossos avôs), que assistiram seu pai Salomão. A construção do Templo demandara grandes recursos e trabalho intenso de todo o povo. Enquanto a obra se realizava o povo estava motivado e contribuía alegremente. Inaugurado o Templo, não havia mais necessidade de manter as altas taxas de impostos. (2 Cr. 10. 2-17).

A delegação chefiada por Jeroboão declinou os anseios do povo argumentando que durante muito tempo havia servido ao rei e ao Templo, mas agora, solicitava um descanso. O povo queria usufruir das riquezas que ele produzia e das quais queria manter uma parte em seu poder, i, e, o povo queria ser bem tratado. Os anciãos recomendaram prudência, falar afavelmente ao povo.

Em momento algum os anciãos recomendaram que diminuísse o valor do tributo, ou que o mesmo fosse extinto, ou que as exigências seriam cumpridas na sua totalidade. Recomendou isto sim, que se falasse ao povo, de forma benigna, com boas palavras. A legitimidade do pleito era reconhecida. Uma resposta branda desvia o furor, a resistência arrefecer-se-ia. (Pv. 15.1)

Roboão perde parte do reino

Roboão não satisfeito com as recomendações dos anciãos, consultou também aos jovens que haviam crescido junto com ele. Todos da mesma idade, da mesma geração. O conflito se estabeleceu, pois houve ruído na comunicação, enquanto os anciãos recomendavam prudência e jeito no trato com a questão, os jovens não quiseram saber. É como se estivesse a falar a Roboão “Ih, veio, vai dar ouvidos a esta turma de esclerosados, chuta logo o pau da barraca e mostra quem manda aqui”.

Esta atitude extrema resultou na revolta e divisão de parte das tribos, as quais não reconheciam o incipiente reino. Querido, até aqui falei de conflitos de gerações.

Mas quero te fazer uma advertência que penso ser a orientação de Deus: Reconheça o seu pastor como líder, não importa a idade dele ou se tem menos tempo de fé que você. Se o chamado é de Deus ou não, não cabe a você questionar. E se o fizer, faça diretamente ao Senhor. Que você não seja achado combatendo contra Deus. At 5.38,39

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Finalizando, declaro que é meu desejo voltar a abordar este tema, visto que só arranhei a superfície. Podemos evitar ou diminuir os conflitos interpessoais, basta que vigiemos nosso espírito, que cuidemos de nossas palavras, que respeitemos os sentimentos e vontades alheios, isto sem abrir mão de nossos valores e independência.

As diferentes gerações e os inevitáveis conflitos

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