Agenor Duque, o apostolo do contraditório

Ele é ousado, criativo, destemido e de uma imaginação muito fértil. Ele tem a filosofia ilusória e mortal própria dos pregadores da prosperidade. Sua loucura não tem limites, sua ambição é ilimitada. Estamos falando do apóstolo Agenor Duque. O homem que não se preocupa com o ridículo desde quando esta aumente sua fortuna.

O até então pastor Agenor Duque iniciou seu ministério na Igreja Universal do Reino de Deus, onde alcançou relativo sucesso fazendo inúmeros programas de rádio e TV na Catedral da Fé da IURD em Santo Amaro.

De posse de uma suposta revelação da parte de Deus, Duque comunicou a sua esposa, Ingrid Duque que Deus havia lhe dado uma visão apostólica de uma nova igreja, um ministério que fizesse a diferença na terra. Nasce assim em 7 de Setembro de 2006 a Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus.

A nova igreja adquiriu quase toda a programação de rádio no período da madrugada na Musical FM 105,7. Outras igrejas da denominação iam sendo abertas. A sacadora matadora de Agenor Duque foi quando ele criou O Congresso Fogo de Avivamento para o Brasil.

A experiência na Igreja Universal o ajudou muito. Esperto, Duque passou a fazer anualmente O Congresso Fogo de Avivamento, sempre convidando cantores e velhas raposas do tele evangelismo como Mike Murdok e Benny Hinn.

Benny Hinn é figurinha carimbada no evento, o pastor charlatão sempre que precisa de dinheiro vem ao Brasil, onde com o beneplácito de iguais explora a ignorância (bem, poderia dizer “boa fé”, mas como o segredo de aborrecer é dizer tudo, então digo o termo mais apropriado) dos fiéis. Hinn já está convidadíssimo para o 9º Congresso Fogo de Avivamento de 2016. Estive num desses eventos e compreendi bem a natureza de lobo de Benny Hinn.

Agenor Duque e o Pinguim, tudo a haver

agenor duque

O Pinguim é um personagem fictício de histórias em quadrinhos que usa seu considerável intelecto para ganhar poder e riqueza através de meios ilícitos. O Pinguim usa os seus negócios aparentemente legais para encobrir as suas ações criminosas e ganhar mais dinheiro. Sendo o Pinguim o mestre do crime, Agenor Duque é o mestre do cinismo e da empulhação espiritual.

Em Gotham City havia o ditado “Terra de ninguém”, que significava: “Se você ainda não recorreu ao Pinguim então é porque não perdeu tudo”. A intensa programação televisiva da Plenitude do Trono de Deus atrai as pessoas em busca de solução espiritual para os mais diversos problemas. Assim como o Pinguim controlava os recursos limitados na cidade; Duque, igualmente controla os incautos que são seduzidos com sua doutrina de Simão, o mago. (At. 8) Sua doutrina é “me dá, que Deus vai te abençoar.”

Duque com o propósito de anunciar o evangelho inventa e cria situações que ele jura que são orientações de Deus. Sua filosofia é incentivar as pessoas a pensar que elas sendo doadoras generosas, receberá as bênçãos de Deus. Quem prometeu o mundo caso fosse adorado, não foi Jesus, foi o Diabo.

Estimular as pessoas a fazerem contribuições com o objetivo de que elas sejam portadoras de bens materiais é uma prática que não encontra respaldo nas Escrituras. Esta prática é tanto enganosa, como mortífera. Homens como Agenor Duque tem gargantas profundas, próprias para devorar os aflitos. Nunca estão satisfeitos, querem sempre mais. Pv 30. 13-15

“O que ocorre é que algumas pessoas os estão perturbando, querendo perverter o evangelho de Cristo. Mas ainda que nós ou um anjo do céu pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado”! Gl 1. 7,8

Os apóstolos de Mamom

Agenor Duque faz parte de um diminuto grupo de pastores que comumente se auto denominam com títulos pomposos. Fingem serem homens de Deus, mas é o que podemos denominar apóstolos de Mamom. Manipulam a Bíblia de acordo com seus interesses escusos, se utilizam de textos fora do contexto e aplicam como sendo verdades para os seus propósitos. A intenção é manipular, é condicionar as bênçãos á contribuição.

Tudo é aceito, dinheiro, jóias, terrenos, carros e qualquer coisa que possa render algum lucro. Para estes líderes, o evangelho é um negócio que dá lucros. Criam estórias (falsas), e fingem que estão precisando de dinheiro. Ou seja, até montam teatro em seus púlpitos para sensibilizar os incautos na fé. Lançam uma determinada quantia de valor de R$ 1.000,00 a até 10.000,00 por pessoas. Na verdade conseguem fazer a lavagem cerebral para arrecadar milhões para uso pessoal.

Isso se configura como estelionato, de acordo com o Código Penal art. 171 – “obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento.”

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Finalizando, não vou estender o assunto. Afinal, há tanta coisa escrita sobre Agenor Duque, e ele parece não se incomodar com o fato de que é apontado como contraditório e espalhafatoso. Ele quer nos fazer crer que tem uma missão a cumprir, ser um mensageiro do Evangelho. Um ministro de Deus. Quem conhece as Escrituras Sagradas não compra sua conversa, não aceita sua pregação e suas pantomimas.

Agenor Duque, o apostolo do contraditório

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